Fury

Há muito que deveria ter dado a minha opinião sobre o filme Fury, mas a preguiça impediu-me de o fazer. Maldita preguiça! Enfim… vamos a ela.

Não sou adepta de filmes de guerra, por exemplo, não gostei do filme Saving Private Ryan, mas há qualquer coisa neste filme que me fez ver-lo no cinema. Espera. Já sei! O facto de entrar o Brad Pitt e de o meu namorado gostar deste género de filme foi a razão que me levou ao cinema. Não é que não goste de filmes de guerra, eu gosto. Acontece que “vira o disco e toca o mesmo” e começa a tornar-se aborrecido. Mata este, ataca aquele, salvam-se uns, morrem outros… bla, bla, bla! Fury não é assim. Fury é muito mais que um filme sobre guerra e heróis, Fury é um filme sobre relações.

Brad Pitt – Wardaddy – volta a interpretar um papel no contexto da Segunda Guerra Mundial. Se bem se lembram, Brad interpretou Aldo Raine em Inglourious Basterds. Muitos dirão que Brad copiou essa personagem, mas acontece que Wardaddy em nada se parece com Aldo. Wardaddy é um homem com uma profundidade emocional muito intensa. Um homem que apesar de ter uma aparência forte e um semblante sério sente o peso da guerra mais que os outros que o rodeiam, incluindo o seu próprio regimento:  Shia LaBeouf – Bible -, Jon Bernthal – Coon-ass –  e Michael Peña – Gordo. O trio fantástico que nos proporcionam momentos de alegria.

De todo o elenco que serve de suporte a Brad Pitt, na minha opinião, é Shia Labeuf que se destaca. Excelente performance a do actor. Longe vão os dias dos Transformers, e ainda bem.  A personagem de Shia é Bible um homem crente, uma pessoa de fé ao contrário de Wardaddy e o restante regimento. Para cada situação, Bible gosta de citar passagens bíblicas que ninguém leva a sério ou presta atenção, situação que deixa Bible desanimado, até ao momento em que descobre que, durante aquele tempo todo em que ele “pregava”, havia uma pessoa, a mais importante do regimento, que prestava sempre atenção – Wardaddy.  Ao longo do filme apercebemos-nos que a relação entre os dois é muito mais que companheirismo, é uma amizade muito forte. Aqui se nota a química fantástica entre os dois. A relação deles parece natural, nada forçada. É incrível.

O regimento de Fury vê-se completo com a adição de Logan Lerman – Norman “Warmachine” EllisonNorman, um rapaz sensível e ingénuo, vê-se inserido no regimento de Fury quando era suposto estar ali para dactilografar. Inicialmente não é aceite pelo grupo, chega mesmo a ser tratado de forma cruel mas com o avançar da história, percebe-se o porquê de tanta indiferença por parte dos colegas. O tratamento que ele recebe tem como intuito desenvolver em Norman as sensações de indiferença e insensibilidade para o manter a salvo e ao regimento. Mais uma excelente performance por um actor que deixou, e ainda bem, para trás o papel de Percy Jackson.

Fury é, para mim, um dos melhores filmes no contexto da Segunda Guerra Mundial e acreditem, já vi muitos. Adorei o enredo, a performance de alguns actores superou as expectativas e os efeitos especiais, associados aos efeitos sonoros, permitiu elevar as cenas de batalha com os tanques (dentro e fora) a outro nível tornando este filme ainda mais interessante.

As ideias são pacíficas, mas a história é violenta.

Beijinhos, beijinhos


English

I should have given my opinion about Fury a long time ago, but laziness prevented me from doing so. Damn laziness! Anyway … let’s get started.

I’m not a fan of war movies. I didn’t like Saving Private Ryan for example, but there’s something about this movie that made me want to see it in theatres. Wait. I know! The fact that Brad Pitt starred in it and my boyfriend like this type of movie was the main reasons I went to the cinema. It’s not that I don’t like war movies, it’s just that they’re all the same and I’m getting a little bored. Kill that one, attack the other, some get saved, others die… bla, bla, bla! Fury has nothing to do with that. Fury is much more than a movie about war and heroes, Fury is a movie about relationships.

Brad Pitt – Wardaddy – plays another role that takes place in World War II. If you recall, he played Aldo Raine in Inglourious Basterds. Many will say that Brad copied that character, but it turns out Wardaddy has nothing to do with Aldo. Wardaddy is a man with an intense emotional depth. A man who, despite having a strong appearance and a serious countenance, feels the weight of the war more than those surrounding him, including his own regiment: Shia LaBeouf – Bible – Jon Bernthal – Coon-ass – and Michael Peña – Gordo. The fantastic trio that provides some funny moments throughout the movie.

Of all the cast that supports Brad Pitt it is, in my opinion, Shia Labeouf that stands out. Excellent performance! Gone are the days of Transformers (good for him). Shia’s character is Bible, a believer in God, a person of faith unlike Wardaddy and the remaining regiment. For each situation, Bible likes to quote some Bible passages that no one seems to take seriously leaving Bible discouraged, until the moment he discovers that during all the time he “preached” there was a person, the most important one, paying attention – Wardaddy. As the story unfolds, you will realize that Wardaddy and Bible have more than a companionship, they have a strong friendship. This is when you also realize how good this two actors work together. Their relationship seems so natural, nothing forced. That’s incredible! (Never ever I imagined I would say this about Shia…)

Fury’s regiment is completed when Logan Lerman – Norman “Warmachine” Ellison – joins in. Norman, a sensitive and naive boy, finds himself inserted in Fury’s regiment when he was supposed to be there to type. Initially he isn’t very welcomed by the regiment, in fact he is bullied, treated inhumanely, but this has a purpose. He is treated this way so he develops feelings of indifference and insensitivity in order to keep him alive as well as the regiment. Another excellent performance by an actor who left, and thankfully, behind the role of Percy Jackson.

For me, Fury is one of the best films in the context of World War II that I’ve seen lately, and trust me, I’ve seen many. I loved the plot, the performance of some actors exceeded my expectations and the special effects, combined with sound effects, allowed to enhance the battle scenes with tanks (inside and out) to another level making this film even more interesting.

Ideals are peaceful, history is violent

Kisses, kisses

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